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Livro se abrindo


A REGRA DEVERIA SER MAIS CLARA

Luiz Botelho (Outubro/2004)

Quando eu acompanhava os jogos do Bahia das arquibancadas dos estádios, não perdoava os erros que o trio de arbitragem cometia contra meu time. Em coro com os demais torcedores, eu xingava e ameaçava de morte aqueles homens de preto (na minha época, geralmente, eles usavam essa cor) que estavam ali, tão somente, para prejudicar meu clube.

Hoje, acompanho os jogos apenas pela televisão ou pelo rádio e me sinto bastante incomodado com as críticas sistemáticas feitas aos árbitros pelos narradores, comentaristas, jogadores, treinadores e dirigentes, que perderam, ou nunca tiveram, o devido respeito por aqueles que deveriam, de fato, serem tratados como autoridades máximas dentro de um campo de futebol.

Muitas vezes um árbitro é responsabilizado pelo número excessivo de faltas cometidas durante uma partida, por não ter pulso para conter a violência em campo, transformando o espetáculo em uma verdadeira batalha campal. Outras vezes a crítica é feita em razão do árbitro aplicar excessivamente os cartões amarelo e vermelho por querer aparecer mais do que os jogadores que são as verdadeiras estrelas do jogo.

Pelo menos no que diz respeito à autonomia das decisões dos árbitros, a regra deveria ser mais clara: jogadores ou treinadores que reclamassem veementemente do trio de arbitragem, o que é muito comum aqui no Brasil, seriam imediatamente expulsos de campo e receberiam punições exemplares dos tribunais esportivos; dirigentes que fizessem declarações públicas ofensivas ou que tentassem de alguma outra forma pressionar ou intimidar qualquer membro da arbitragem, o que também é muito comum no Brasil, seriam definitivamente excluídos do futebol; os torcedores que tentassem atingir fisicamente os árbitros, mesmo que seja com uma "inofensiva" garrafinha de plástico, seriam identificados e proibidos de freqüentar os estádios, além das punições cabíveis aos clubes pelos quais torcem. A imprensa continuaria com total liberdade para fazer qualquer crítica à atuação dos árbitros, mas deveria, na medida do possível, ajudar a incutir no público em geral, que os eventuais erros cometidos por eles são inerentes a qualquer atividade exercida por um ser humano.

Tenho certeza que em pouco tempo nossos jogos ganhariam uma qualidade compatível com o nível dos nossos excelentes atletas e nossos árbitros seriam respeitados mundialmente. Talvez eu até me animasse a voltar a freqüentar os estádios de futebol. Se isso ocorrer um dia vou me controlar ao máximo para não xingar ou ameaçar de morte aqueles homens de trajes coloridos que estarão ali, tão somente, para assegurar o bom andamento do espetáculo.



Escrito por Luiz Botelho - Salvador - Ba. às 00h20
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